Quercetina

Quercetina


A quercetina, um composto natural da classe dos flavonoides, destaca-se por suas notáveis propriedades antioxidantes, que protegem as células contra os danos dos radicais livres, combatendo o envelhecimento precoce e contribuindo para a prevenção de diversas doenças crônicas, além disso, suas ações anti-inflamatórias modulam a resposta imunológica, auxiliando na redução de inflamações e fortalecendo as defesas do organismo, promovendo, assim, um estado geral de saúde e bem-estar. Este poderoso composto, presente em alimentos como cebola, maçã e brócolis, tem sido objeto de inúmeros estudos que comprovam seus efeitos benéficos no sistema cardiovascular, no controle de alergias e até mesmo no combate a células cancerígenas, sendo um aliado valioso para uma vida mais saudável e plena.
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Principais características

Estrutura química
A quercetina é um flavonoide, pertencente à classe dos flavonóis, presente em diversas frutas, vegetais e ervas. Sua fórmula molecular é C15H10O7. Apresenta um esqueleto de difenilpropano com diversos grupos hidroxila, conferindo propriedades antioxidantes. A quercetina pode ser glicosilada, formando glicosídeos como a rutina, que influenciam sua solubilidade e biodisponibilidade.

Funções Múltiplas
A quercetina possui diversas atividades biológicas, incluindo ação antioxidante, anti-inflamatória, antimicrobiana, imunomoduladora, cardioprotetora e neuroprotetora. Como antioxidante, protege as células contra danos causados por radicais livres. Sua ação anti-inflamatória reduz a produção de mediadores inflamatórios. Possui efeitos benéficos na saúde cardiovascular, reduzindo a pressão arterial e o risco de aterosclerose, além de proteger o sistema nervoso contra o estresse oxidativo e a inflamação.

Principais benefícios


Alergia


Antioxidante


Circulação


Colesterol


Coração


Detox


Energia


Fígado


Imunidade


Inflamação articular


Inflamação cutânea


Inflamação respiratória


Longevidade


Respiração


Rinite alérgica

Interações com medicamentos

A quercetina pode interagir com anticoagulantes como a varfarina, potencializando o risco de sangramento. Pode aumentar os efeitos de anti-hipertensivos, resultando em hipotensão. Interage com ciclosporina, aumentando seus níveis séricos. Pode alterar a eficácia de quimioterápicos.

Ações biológicas

Resiliência e Adaptação
A quercetina é relativamente estável em pH ácido, como o do estômago, mas pode degradar-se em pH alcalino, como o do intestino delgado. A temperatura elevada e a exposição à luz e ao oxigênio podem acelerar a degradação. A glicosilação e a complexação com outros compostos podem aumentar sua estabilidade. A eficácia terapêutica depende da sua capacidade de manter a integridade estrutural durante a digestão e absorção.
Mecanismos de Ação
A quercetina atua como antioxidante, neutralizando radicais livres e protegendo as células contra o estresse oxidativo. Inibe enzimas como a xantina oxidase e a NADPH oxidase, reduzindo a produção de espécies reativas de oxigênio. Possui ação anti-inflamatória, inibindo a produção de citocinas pró-inflamatórias e a ativação de vias de sinalização como a NF-κB. Além disso, modula a atividade de receptores e enzimas envolvidas em processos celulares, como a proliferação e a apoptose.
Biodisponibilidade
A biodisponibilidade da quercetina é baixa e variável, influenciada pela sua estrutura química e metabolismo. A absorção é maior quando consumida com alimentos, especialmente aqueles ricos em gorduras, que auxiliam na solubilização. A forma glicosilada (como a rutina) pode apresentar maior absorção em alguns casos. O processamento dos alimentos e a suplementação com formas micronizadas ou lipossomais podem aumentar a biodisponibilidade.
Absorção
A absorção da quercetina pode ser otimizada pela ingestão concomitante de vitamina C, que protege o composto da oxidação e aumenta sua estabilidade. A combinação com fosfolipídios, como a fosfatidilcolina, também melhora a absorção, formando complexos que facilitam a passagem através das membranas celulares. A piperina, presente na pimenta preta, pode inibir enzimas que metabolizam a quercetina, aumentando sua biodisponibilidade.

Sinergias e antagonistas

Sinergias
Bromelaína : Inflamação
Curcumina : Inflamação
Piperina : Biodisponibilidade
Selênio : Imunidade
Vitamina C : Redox
Vitamina D : Imunidade
Zinco : Imunidade
Antagonistas
Ácido fólico : Inibição
Cálcio : Sequestro
Ciclosporina : Inibição
Colestiramina : Absorção
Digoxina : Inibição
Ferro : Sequestro
Tamoxifeno : Inibição

Microbiota e excreção

Efeitos na Microbiota
A quercetina pode modular a composição da microbiota intestinal, promovendo o crescimento de bactérias benéficas, como Lactobacillus e Bifidobacterium, e inibindo o crescimento de bactérias patogênicas. Possui ação prebiótica, fornecendo substrato para o crescimento de bactérias benéficas. Pode reduzir a inflamação intestinal e melhorar a saúde da barreira intestinal.

Metabolismo e Excreção
A quercetina é metabolizada principalmente no fígado, através de reações de fase II, como glicuronidação, sulfatação e metilação. Ocorre também metabolismo pela microbiota intestinal. Os metabólitos são excretados principalmente pelas fezes e, em menor proporção, pela urina. Os principais metabólitos incluem glicuronídeos, sulfatos e derivados metilados da quercetina.

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1. Arts, I. C., & Hollman, P. C. (2005). Review article: content and bioavailability of quercetina glycosides in human foods. European journal of clinical nutrition, 59(4), 534–547. 2. Boots, A. W., Drent, M., de Boer, V. C., Bast, A., & Haenen, G. R. (2008). Quercetin reduces markers of oxidative stress and inflammation in human cells. Journal of nutritional biochemistry, 19(9), 588–595.
Bioactive compounds for human and planetary health — revisão ampla que discute compostos bioativos de plantas/alimentos e seu papel para saúde humana e ambiental.
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